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Transtorno do espectro autista (TEA)

Recebe o nome de espectro (spectrum), porque envolve situações e apresentações muito diferentes umas das outras, numa gradação que vai da mais leves à mais grave. Todas, porém, em menor ou maior grau estão relacionadas, com as dificuldades qualitativas de comunicação e relacionamento social.

TEA é um transtorno do desenvolvimento que normalmente surge nos primeiros três anos de vida da criança. Na maioria das crianças, a causa é desconhecida, embora, em alguns casos, existam evidências de um componente genético ou uma causa médica. É cerca de três a quatro vezes mais comum em meninos do que em meninas. Na última década houve um aumento no diagnóstico dos transtornos do espectro autista, parcialmente devido às alterações dos critérios diagnósticos.

O TEA atinge a comunicação, a interação social, a imaginação e o comportamento. Não é algo que a criança pode contrair. Não é causado pelos pais. É uma condição que prossegue até a adolescência e vida adulta. Contudo, todas as crianças com TEA continuarão a demonstrar progresso no desenvolvimento; há muito que pode ser feito para ajudá-las.

Em maio de 2013 foi lançada a quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V), que trouxe algumas mudanças importantes, entre elas novos diagnósticos e alterações de nomes de doenças e condições que já existiam.

Nesse manual, o autismo, assim como a Síndrome de Asperger, foi incorporado a um novo termo médico e englobador, chamado de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Com essa nova definição, a Síndrome de Asperger passa a ser considerada, portanto, uma forma mais branda de autismo. Dessa forma, os pacientes são diagnosticados apenas em graus de comprometimento, ficanco assim o diagnóstico mais completo.

Algumas características

  • Dificuldade em olhar nos olhos.
  • Não mudam o comportamento na presença de outra pessoa.
  • Dificuldade em imitar caretas e expressões faciais.
  • Parecem “surdas” reagindo pouco ou nada mesmo ao ser chamada pelo nome.
  • Dificuldades frente a mudanças e de ser contrariado.
  • Repetições de sílabas ou palavras isoladas e sem contexto.
  • Não se sentem a vontade com abraços, beijos e toques.
  • Não brincam muito de forma lúdica e imaginativa, tipo “faz de conta”.
  • Apresentam olhar vago e por vezes parecem distantes.
  • Parecem ser resistentes à dor.
  • Insistência em repetições, resistência em mudança de rotina.
  • Dificuldade em expressar necessidades, usa gesticular e apontar no lugar de palavras.
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Fixação por coisas que giram.

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Enfileira ou classifica objetos por cor ou tamanho.